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13 de Novembro de 2018

Com cuidados, lipoaspiração é segura

Com cuidados, lipoaspiração é segura

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Para garantir uma cirurgia tranquila e um resultado satisfatório com a famosa lipo, é preciso tomar uma série de precauções que vão desde a escolha do médico até uma criteriosa bateria de exames pré-operatórios, passando por uma consulta transparente e sem omissão de informações

Ela já ocupou o topo do ranking das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil. Hoje, figura na segunda posição, perdendo apenas para os procedimentos relacionados às mamas, segundo o último levantamento divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps). Estamos falando da lipoaspiração, modalidade que divide opiniões quando o assunto é segurança, mas que ainda é amplamente adotada pelos brasileiros: somente em 2014, foi realizada por 227.896 homens e mulheres no país.

Segundo o cirurgião plástico capixaba Fábio Zamprogno, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, devido à repercussão de alguns casos de complicações decorrentes da lipoaspiração, muitas pessoas têm desenvolvido medo de se submeter ao procedimento. “Porém, não há o que temer. Assim como qualquer outra cirurgia estética, o que determinará se será uma intervenção bem-sucedida ou não são os cuidados necessários, que começam na consulta inicial e vão até o pós-operatório”, explica.

As complicações mais comuns, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, ocorrem principalmente devido ao tamanho da cirurgia, quando é aspirado um percentual de gordura além do preconizado, que é entre 5% e 7%. Além disso, quanto maior o número de áreas submetidas ao procedimento de uma única vez, maiores são as chances de complicações. “O ideal é fazer uma avaliação prévia criteriosa juntamente com o médico, para evitar problemas posteriores”, alerta Zamprogno.

Cuidados são necessários

A primeira recomendação é a escolha do médico, que deve ter formação em cirurgia plástica, obrigatoriamente. Para isso, é preciso verificar se ele possui registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e se é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A segunda recomendação é buscar referências e indicações com outros pacientes.

Escolha feita, o próximo passo é a realização da consulta, quando é fundamental conversar detalhadamente sobre o pré e pós-operatório, bem como sobre os riscos. “Nesse momento, além de sanar as dúvidas do paciente, o médico deve orientar a melhor técnica e o número de intervenções por cirurgia, para evitar que o paciente faça escolhas equivocadas que possam interferir no resultado. Após a consulta, é preciso iniciar a preparação para o procedimento, com ajustes na alimentação, suspensão de determinados medicamentos e a realização da bateria de exames”, destaca Zamprogno.

Clínica x hospital

Outro ponto que pode interferir diretamente no sucesso de uma lipoaspiração - bem como de todo outro tipo de cirurgia plástica - é onde ela será realizada. Segundo Fábio Zamprogno, é fundamental que o procedimento aconteça em local equipado e que disponibilize uma equipe de profissionais qualificados, que possam oferecer o suporte necessário em uma eventual complicação. Para descobrir se a clínica ou o hospital estão aptos, basta consultar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A Anvisa estabelece uma série de condições e critérios específicos para os estabelecimentos que realizam procedimentos cirúrgicos. Além da consulta ao órgão, é interessante também que o paciente faça uma visita ao local e que busque referências. Tanto as clínicas quanto os hospitais credenciados são confiáveis, porém, eu opto sempre por operar no ambiente hospitalar, por conta do número de salas, profissionais e equipamentos disponíveis”, complementa o médico.

Principais complicações

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a lipoaspiração não apresenta índices científicos e estatísticos de risco diferentes das demais cirurgias. Entre as complicações mais comuns estão a embolia gordurosa (oclusão de pequenos vasos por gotículas de gordura), o seroma (excesso de líquido que fica retido próximo à cicatriz cirúrgica, causando inflamação), os hematomas, as irregularidades de relevo cutâneo e a infecção.

“Por isso, é importante que o paciente tenha uma conversa extremamente verdadeira com o médico durante a consulta que antecede a operação, destacando inclusive o uso de remédios e outras substâncias que podem apresentar reações inesperadas durante a cirurgia. Muitas vezes, a pessoa omite algumas informações com medo de não poder se submeter ao procedimento, e isso pode ser extremamente perigoso", finaliza Zamprogno.

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